Neste livro, o autor investiga se ainda é possível atribuir um sentido ao Direito no contexto do pensamento jurídico contemporâneo, compreendendo-o como uma das invenções ocidentais destinadas a mitigar o sofrimento humano diante da fragilidade da vida e da fortuna. Resultado de uma tese de doutorado desenvolvida na Universidade de Coimbra e apoiada pela Fapesb, a obra dialoga com a filosofia prática, a teoria do direito e a literatura, mobilizando fontes pouco canônicas da oralidade sertaneja brasileira. Ao confrontar tradições greco-romanas, teorias jurídicas atuais e o testemunho poético do sertão, o livro questiona a centralidade do Direito como projeto civilizacional, sem diluí-lo na experiência literária. Trata-se de uma reflexão original sobre direito, cultura e humanidade, dirigida a juristas, estudiosos da literatura e leitores interessados nas fronteiras entre essas áreas.